05/10/2008

Felizmente Há Luar

Na vida: "Todos nós somos chamados, pelo menos uma vez, a desempenhar um papel que nos supera. É nesse momento que justificamos o resto da vida, perdida no desempenho de pequenos papéis indignos do que somos.(...)"

12/09/2008

A outra prespectiva

Só por hoje não vou tomar a minha dose de ti...
Estou cansada de chorar feridas que não se fecham nem se curam...
E esta abstinência um dia vai-se tornar em felicidade.
E não adianta procurares-me em outros timbres ou em outros risos... Eu estou aqui o tempo todo para ti, de coração nas mãos, mas nunca mais de corpo nu.
Desta vez já vesti a minha armadura, e mesmo que nada funcione, eu vou estar de pé, de queixo erguido. Depois conseguirás fazer-me rir como sempre, mas eu não vou ficar bem na tua mesa de cabeceira como antes. Estou a aproveitar cada segundo, antes que o meu quarto se torne novamente num palco de tragédia, ou comédia... Depende do ponto de vista!

Escolhi-me!

Isto para mim não é um jogo de orgulhos... É uma grande falta de respeito por memórias de cristal...

Continuarão a ser de cristal.

Adeus.

26/08/2008

A tua causa

O meu riso já não é o mesmo, a minha voz não é a mesma, a minha maneira de andar não é a mesma, o meu corpo não é o mesmo, as minhas piadas não são as mesmas, e o meu olhar não é o mesmo. Os meus beijos não são os mesmos, as minhas vontades não são as mesmas, os meus apetites já não são os mesmos, o meu talento já não é o mesmo.
A minha força continua a mesma.

22/08/2008

interminável pesadelo

AAAAaaaah fodasse que arranhões tão profundos.
Fechei uma porta e nem sabia que nunca a conseguiria abrir por não saber lidar com a fechadura. Ali dentro fechada, sem telémovel, sem força nem mãos que me deixassem sair dali, gritei pela minha mãe como Hamlet gritava pela sua... E NINGUÉM ME OUVIU! Percebi então o quanto sozinha estou. Por muito que gritasse ou espernia-se ninguém me iria ouvir, e os vizinhos de cima pouco se importaram, nem se lembraram que o contacto dos bombeiros existe. O ar faltava-me, doía-me a garganta, o meu coração estava pousado na minha língua... Forcei a porta, e a fechadura sorria de gozo para mim... Podia ter morrido ali dentro e ninguém iria reparar... Às 18:30 a minha mãe ao encontrar-me morta na casa de banho, lembrar-se-ia que nunca soube abrir aquela porta, nunca tinha percebido o jeito que é preciso dar-lhe. Agora percebi que não morri, mas ninguém me ouve, ninguém ouve os meu gritos... Saí com o meu corpo daquela casa de banho, mas a sensação de clausura continua.
Onde estás tu? Onde está o homem que se dizia meu companheiro? O que estás a fazer? Porque é que não me dizes nada? Porquê??? Amas-me? A resposta é um vazio.

17/08/2008

Não por ti. Por mim.

Afinal filmes foram, e serão sempre pensados nestas coisas que, consequentemente acontecem na vida de uma pessoa como eu.
Uma porta fechada, medos, frustrações, falta de uma linha recta de um passado... Seja o que for, o que sempre me fez voltar atrás o que sempre me fez esquecer com tanta facilidade esta dor que me vem atormentar quando a minha cara te assusta, foi precisamente a tua pele e não os teus actos... Não apenas a pele, mas o facto de eu ter toda a certeza de que estarás na minha vida até ao fim dos meus dias, porque ao tocar-te com um dedo que seja... Não sei! Apenas sinto a certeza que não pode ser mais ninguém... Mártir eu? não.

24/07/2008

Chora pequenina, chora mais um pouco.
Porque choras tanto? "Quando parares de chorar vais perceber que está tudo na mesma."
Desabafa chorando... Só assim... Só mais um pouco... Que dôr de garganta.