25/10/2008

Get mine



Fogo.

Subiu, cobriu, preencheu a mulher que dança em frente ao espelho.

São tudo desejos, instintos, impulsos de temperatura alta... Traduz-se tudo numa dança pouco coordenada, mas cheia de prazer. Ela está sozinha... Nem um só corpo que chegue para a saciar mais que aquele corpo que dança, doce e lentamente.
As lembranças lançam chamas para o seu ventre.
Nada se compara aquele corpo que ferve sozinho no quarto, dançando sem parar.
As lembranças lançam chamas para o seu peito.
O instinto animal já se fundiu há muito tempo com o humano... Ambos se tornam na mesma e única coisa: Ancas que formam ondas intermináveis de calor.

Mais calor...

22/10/2008

Na boca de cena

Muitas vezes começei por escrever sobre isto, mas nunca consegui ir buscar palavras para escrever sobre isso... Isso o que? Isso mesmo: ISTO!

Agora sim, olho para trás e vejo que já valem de alguma coisa dois anos inteiros num meio complicado mas ao mesmo tempo maravilhoso. Não quero escrever sobre as subidas e as descidas, conflictos ou momentos de alegria até às lágrimas entre aqueles que guardamos aqui, mas sim disso mesmo: Isto.

Isto é o que vem aqui guardado, mas que me fez crescer em frente ao espelho, cada dia com uma indumentária diferente, ou até mesmo de pijama pronta para ir dormir, mas sempre a tentar copiar as expressões da Cláudia Raia ou da Kate Winslet, ou inventando eu própria um texto... Sim, cresci a cantar, por vezes a mesma música por uma hora... Cresci assim, não há como negar isso! Existem arquivos com provas! Mas que rídiculo expor isto desta forma! Mas existe outra? É ingrato explicar isto, sem me afirmar, sem parecer algo presunçosa, sem falar do facto de ter procurado a vida inteira por isto.

Isto é pura e simplesmente o que me faz levantar todos os dias...

Isto é um texto... este texto que tenho ao colo.

Isto é amor.

16/10/2008

"Como vai você? Que já modificou a minha vida... Nem sei se gosto mais de mim ou de você..."

05/10/2008

Felizmente Há Luar

Na vida: "Todos nós somos chamados, pelo menos uma vez, a desempenhar um papel que nos supera. É nesse momento que justificamos o resto da vida, perdida no desempenho de pequenos papéis indignos do que somos.(...)"

12/09/2008

A outra prespectiva

Só por hoje não vou tomar a minha dose de ti...
Estou cansada de chorar feridas que não se fecham nem se curam...
E esta abstinência um dia vai-se tornar em felicidade.
E não adianta procurares-me em outros timbres ou em outros risos... Eu estou aqui o tempo todo para ti, de coração nas mãos, mas nunca mais de corpo nu.
Desta vez já vesti a minha armadura, e mesmo que nada funcione, eu vou estar de pé, de queixo erguido. Depois conseguirás fazer-me rir como sempre, mas eu não vou ficar bem na tua mesa de cabeceira como antes. Estou a aproveitar cada segundo, antes que o meu quarto se torne novamente num palco de tragédia, ou comédia... Depende do ponto de vista!

Escolhi-me!

Isto para mim não é um jogo de orgulhos... É uma grande falta de respeito por memórias de cristal...

Continuarão a ser de cristal.

Adeus.